Por: Equipe Pellevet | Vexa Animal
Um pelo brilhante e macio costuma ser um dos primeiros sinais de que um cão ou gato está saudável. Mas a pelagem vai muito além da aparência: ela reflete a saúde interna do animal e os cuidados dedicados à sua pele.
Descamação, pelos opacos ou quebradiços, mau cheiro, coceira e alterações na queda de pelos podem ser sinais de que algo não vai bem. Por isso, cuidar da pele e da pelagem é uma parte importante da prevenção e do bem-estar dos pets.
Neste artigo, vamos entender como manter a pele e a pelagem de cães e gatos saudáveis, prevenindo desconfortos, infecções e problemas dermatológicos.
A dinâmica do pelo e da pele
A pele de cães e gatos possui características diferentes da pele humana. Um dos principais exemplos é o pH.
A pele canina tende a ter um pH mais alcalino, variando aproximadamente entre 6,2 e 7,4. Já a pele humana apresenta um pH mais ácido, próximo de 5,5 [1].
Essa diferença explica por que shampoos, sabonetes e outros produtos desenvolvidos para pessoas não devem ser utilizados em animais. Eles podem alterar o equilíbrio natural da pele, causar irritação, ressecamento e aumentar a predisposição a infecções.
O ciclo de crescimento dos pelos também é complexo e pode ser influenciado por fatores como nutrição, hormônios e fotoperíodo, ou seja, a exposição à luz ao longo do dia [1].
Além de contribuir para a aparência do animal, a pelagem exerce funções importantes. Ela atua como isolante térmico, ajuda a proteger contra o frio e o calor, forma uma barreira física contra pequenos traumas e oferece proteção parcial contra a radiação ultravioleta.
O papel da terapia tópica: banhos e shampoos
Durante muito tempo, acreditou-se que cães e gatos deveriam tomar banho apenas em intervalos muito longos. Hoje, a dermatologia veterinária reconhece a shampooterapia como uma ferramenta importante tanto na manutenção da saúde da pele quanto no tratamento de doenças dermatológicas [2].
Quando realizados com produtos adequados, os banhos podem oferecer diversos benefícios.
Limpeza mecânica
Os shampoos ajudam a remover sujeiras, células descamadas, crostas e resíduos acumulados na pelagem.
Também contribuem para a remoção de alérgenos ambientais, como pólens e partículas de poeira, que podem permanecer presos aos pelos e alcançar a pele [3].
Controle microbiano
A pele saudável possui uma população equilibrada de bactérias e leveduras, conhecida como microbioma.
Banhos regulares, feitos com produtos apropriados, podem ajudar a manter esse equilíbrio e reduzir o risco de supercrescimento de microrganismos associados a mau cheiro, irritação e infecções [1].
Hidratação da pele
Produtos formulados com umectantes e emolientes ajudam a preservar a hidratação da pele, reduzindo o ressecamento e contribuindo para uma pelagem mais macia, alinhada e com aparência saudável [2].
Estudos também indicam que banhos com produtos não irritantes podem auxiliar no alívio da coceira em animais sensíveis, especialmente por removerem agentes agressores presentes na superfície da pele [3].
Dicas práticas para manter a pelagem bonita e saudável
Uma rotina simples e consistente pode fazer diferença significativa na saúde dermatológica do seu pet.
1. Faça escovação regular
A escovação frequente ajuda a remover pelos mortos, nós, sujeiras e resíduos acumulados na pelagem.
Também estimula a circulação sanguínea na pele e favorece a distribuição dos óleos naturais produzidos pelas glândulas sebáceas ao longo dos pelos, contribuindo para o brilho natural.
A frequência ideal pode variar conforme o tipo de pelagem, o porte e a rotina do animal.
2. Escolha o shampoo correto
Utilize exclusivamente produtos veterinários desenvolvidos para cães e gatos.
Para a manutenção da rotina, prefira shampoos neutros, hipoalergênicos e hidratantes. Em casos de pele sensível, infecções bacterianas, dermatites ou problemas fúngicos, o médico-veterinário poderá recomendar produtos específicos, como shampoos com clorexidina ou agentes antifúngicos [1] [2].
Evite produtos de uso humano, detergentes e sabonetes comuns.
3. Atenção especial à secagem
Deixar a pelagem úmida após o banho pode criar um ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias.
Por isso, é importante secar bem o animal com toalhas limpas e, quando necessário, utilizar secador em temperatura morna. Nunca use ar muito quente, pois ele pode causar desconforto, irritação ou queimaduras na pele.
Regiões como dobras cutâneas, patas, orelhas, axilas e parte inferior do corpo merecem atenção especial.
4. Cuide da nutrição de dentro para fora
A saúde da pele e da pelagem também depende diretamente da alimentação.
Uma dieta equilibrada e de alta qualidade fornece nutrientes importantes para a integridade da pele, o crescimento dos pelos e a manutenção da barreira cutânea.
Ácidos graxos essenciais, como Ômega 3 e Ômega 6, além de zinco e vitaminas A e E, podem contribuir para uma pele mais saudável e uma pelagem mais bonita. Qualquer suplementação deve ser orientada por um médico-veterinário.
Conclusão
Cuidar da pele e da pelagem é um ato contínuo de amor, prevenção e bem-estar.
Uma rotina de higiene adequada, com escovação frequente, produtos veterinários apropriados, secagem completa e alimentação de qualidade, ajuda a manter o pet mais confortável, bonito e protegido contra problemas dermatológicos.
Produtos especializados, como os da linha Pellevet, podem ser aliados importantes nessa rotina, contribuindo para uma pele mais equilibrada, uma pelagem mais macia e um cuidado diário mais seguro.
Lembre-se: um pelo brilhante pode ser o reflexo de um pet saudável, bem cuidado e acompanhado de perto.
Importante: este conteúdo possui caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Caso seu pet apresente coceira persistente, mau cheiro, vermelhidão, feridas, descamação, queda intensa de pelos ou alterações no comportamento, procure atendimento veterinário.
Referências bibliográficas
[1] Miller, W. H., Griffin, C. E., & Campbell, K. L. (2013). Muller and Kirk’s Small Animal Dermatology (7th ed.). Elsevier.
[2] Carlotti, D. N. The Art of Shampoos in Veterinary Dermatology. Veterinary Contact.
[3] Marsella, R. (2012). An update on the treatment of canine atopic dermatitis. Veterinary Medicine: Research and Reports, 3, 85–91.
